23 dezembro, 2007 at 20:31 (Uncategorized)

Deitado na grama, alheio ao sol que fritava a cara e ao grito das crianças que brincavam na piscina ali perto, ele começou a pensar no insólito mundo que se configurava ao redor. Deitado ereto, com ambos os membros, superiores e inferiores, dispostos ao longo e em continuação do resto do corpo, começou a pensar que aquela posição oferecia uma imagem agradável: seria essa uma boa posição para caracterizar um pensador. De repente, se viu mudando de posição, sua perna direita elevando-se e dobrando-se a formar um ângulo quase reto com o resto do corpo; a esquerda, num esforço delicado, se apoiando sobre o joelho imponente de seu par, inclinando-se levemente, mirava no alto não se sabe o quê. Os braços adotaram arquitetura parecida. Em harmonia, o direito se prostrou sobre a testa na altura do cotovelo ao mesmo tempo em que o esquerdo se curvou para abraçar a mão direita e a mão canhota foi servir de apoio à cabeça. E continuou pensando, mas desta vez pensou que aquela nova posição não oferecia mais a agradável imagem de antes.

“Tenho é que ler os clássicos” Quem sabe assim se tornasse melhor. Na literatura e em todo o resto.

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